sábado, 24 de março de 2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

domingo, 4 de março de 2012

Contraste entre o convertido e o convencido no que diz respeito à prática da vida cristã

Tiago 1.19-27

Depois de falar sobre a postura do crente na provação, visando corrigir o problema do modo como os crentes encaravam a provação, agora Tiago vai falar, do verso 19 até o cap. 2.26 sobre a fé cristã na prática.

Aqui, Tiago quer corrigir outro problema: o perigo de considerar sem importância a manifestação prática da fé. Perigo este bem presente em nossos dias também.
                Ele visa a fé em ação.
                Em Cristo não há ramos mortos ou sem seiva; a fé não é uma graça ociosa; onde quer que esteja, gera fruto em obras.
                Esta mensagem é atualíssima, pois hoje há aqueles que:
falam de santidade mas são hipócritas;
professam o amor e não vivem em paz com os irmãos
ostentam muita fraseologia religiosa mas não tem filantropia prática
Hoje ainda há os adeptos ao Misticismo, que negligencia o sacrifício; e ao 
Antinomianismo: que crê na graça mas não prega a necessidade de uma vida pura.
Enfim, todos os que são fortes na teoria e fracos na prática devem estudar à exaustão a Epístola de Tiago até apresentarem obras dignas em sua vida.

Há muitos que carregam o nome de cristãos, mas nem todo membro de igreja é convertido de fato. Neste texto Tiago traça um contraste entre o convertido e o convencido no que diz respeito à prática da vida cristã:

I – o convertido é pronto para ouvir, o convencido não (v. 19, 21)
                O convencido não tem disposição para ouvir a pregação da palavra e não tem disposição para ouvir a exortação dos outros para que sua vida esteja de acordo com a Palavra.

II – o convertido procura dominar a sua língua, o convencido é pronto para falar (v. 19 e 26)
                Ele não põe freio na língua
                É pronto para falar mal dos outros
Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era estimado pela sua sabedoria. Um dia, um conhecido do grande filósofo aproximou-se dele e disse:
- Sócrates, sabe o que eu acabei de ouvir acerca daquele seu amigo?
- Espere um minuto - respondeu Sócrates - Antes que você me diga alguma coisa, gostaria de fazer o "Teste do Filtro Triplo".
- Filtro Triplo?
- Sim - continuou Sócrates - Antes que você me fale do meu amigo talvez fosse uma boa idéia parar um momento e filtrar o que vai dizer.
O primeiro filtro é VERDADE. Você tem a certeza absoluta de que aquilo que vai dizer é perfeitamente verdadeiro?
- Não - disse o homem - o que acontece é que eu ouvi dizer que...
- Então - disse Sócrates - não sabe se é verdade.
- Passemos ao segundo filtro, que é BONDADE... O que vai dizer sobre o meu amigo é BOM?
- Não, muito pelo contrário...
- Então - continuou Sócrates - Quer dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabe se é ou não verdadeiro? Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro.
- O último filtro é UTILIDADE...
- O que vai dizer sobre o meu amigo será útil para mim?
- Não, acho que não...
- Bem - concluiu Sócrates
- se o que me dirá não é nem bom, nem útil e muito menos verdadeiro, para quê dizer?
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Veja o que dizem as Escrituras sobre o filtro triplo de Sócrates:
1 – O que vou dizer é VERDADE?
“Por isso não mintam mais. Que cada um diga a verdade para o seu irmão na fé, pois todos nós somos membros do corpo de Cristo!”  Ef 4.25.
2 – O que vou dizer é BOM?
“Meus irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala mal do seu irmão em Cristo ou o julga está falando mal da lei e julgando-a.” Tg 4.11.
“Quem quiser gozar a vida e ter dias felizes não fale coisas más e não conte mentiras” 1 Pe 3.10.
3 – O que vou dizer é ÚTIL para a pessoa a quem falo?
“Não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem.” Ef 4.29.

Se Sócrates, um pagão sem a luz do Evangelho, conseguiu algo tão sábio. Porque você e eu, que somos cristãos, não fazemos o mesmo? 

III – o convertido tem domínio próprio, o convencido é iracundo (v.19-20)
                Ira-se facilmente com os irmãos, e com pressa, rapidez.
                 
IV – O convertido é perseverante em praticar a Palavra, o convencido é um ouvinte negligente da mesma (v. 22-24)
                Os espelhos do mundo antigo não refletiam da mesma forma que hoje, a imagem era embaçada, distorcida. por isso, se alguém desse uma olhada rápida no espelho, não perceberia muito sobre si mesma.
                          assim é o ouvinte negligente, não dedica tempo para ouvir o que a Palavra tem a dizer sobre ele, logo se retira.
                           não se vê ao ouvir a Palavra; não percebe que ela é um espelho a mostrar as nossas deficiências e o que precisamos corrigir em nossa vida.
Não concerta o que precisa ser consertado e para logo se esquece.

V – O convertido é, o convencido acha que é (v. 26)
            Veja as expressões que Tiago usa: “Supõe ser” e “enganando o próprio coração”.
            Ele fala de alguém que pensa que é um cristão verdadeiro, que é um salvo, mas está completamente enganado.
           há uma imensa diferença entre achar que se é um cristão e o ser de fato. Para Tiago a questão não é apenas se declarar cristão, mas viver como um verdadeiro discípulo de Cristo.

VI – A religião do convertido é pura e sem mácula, a religião do convencido é falsa e infrutífera (v. 26)
                É falsa pq não pode salvá-lo
                É infrutífera pq não o leva a praticar a palavra (boas obras)
O convertido ama as boas obras, o convencido ama a aparência de piedade (v. 27a)
o convertido busca a santidade, o convencido ama o pecado (v. 21 e 27b)