segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Recursos importantes que só a verdadeira sabedoria nos dá para enfrentarmos a provação:

Tiago 1.1-18


Recursos importantes que só a verdadeira sabedoria nos dá para enfrentarmos a provação:

I – Sentimento correto: alegria (v.2);
           Sentir alegria nas provas é contrário à natureza humana. No geral, nos alegramos quando as coisas vão bem e nos entristecemos quando vão mal. 
           Mas a sabedoria do alto nos capacita e ver e sentir as coisas de um modo diferente. Nos faz desenvolver uma alegria que independe das circunstancias.
           Se você está passando por tribulação, ao invés de se queixar com Deus e lamentar apenas, peça a Ele que lhe dê a sabedoria necessária para que, tendo em vista o alvo a ser alcançado em sua vida por meio da prova, você possa se alegrar nele.

II – Atitude correta: perseverança (v.3);
          Na parábola do semeador, Jesus fala sobre aqueles que recebem a Palavra com alegria, mas em vindo as dificuldades eles desanimam e abandonam a fé recém abraçada.
          O apóstolo Paulo se queixa em uma de suas cartas de que um de seus cooperadores diretos, Demas, tendo amado o presente século, o abandonou.
          O autor de Hebreus exorta seus leitores a não desanimarem nas provas e deixarem de congregar, como alguns já estavam fazendo em seu tempo, mas que se consagrassem ainda mais e ajudassem uns aos outros.
          É um fato que se pode comprovar ainda hoje que nem todo o que se diz cristão, consegue perseverar em meio à tribulação. Por isso esta palavra de Tiago, de que nas provas devemos assumir de antemão a atitude de perseverar até o fim, é atual e indispensável. Que nos apeguemos à palavra de Jesus no Apocalipse: "Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida."

III – Alvo correto: maturidade (v.4)
a) Nas provações nossa fé é testada – v. 3 – como o foi a de Abraão.
b) As provações trabalham por nós e não contra nós, visto que produzem perseverança – Tudo tem um propósito. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus…”. Paulo diz ainda que a nossa leve momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória.
c) As provações visam nos levar à maturidade – Romanos 5:3-5 perseverança, experiência e esperança – levam-nos à maturidade.
Os crentes imaturos são sempre impacientes (Abraão coabitou com Hagar, Moisés matou o egípcio e Pedro quase matou Malco). Maturidade não se alcança apenas lendo um livro, é preciso passar pelas provas!
d) As provações visam a glória de Deus – Temos alguns exemplos disso na Bíblia: o cego de nascença. Jesus disse que ele nasceu cego para que nele se manifestasse a glória de Deus. De Lázaro Jesus disse: “Esta enfermidade não é para a morte, mas para a glória de Deus.” Jó, ainda em meio ao sofrimento, disse: “Eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora os meus olhos te vêem.”
  
IV – Suprimento correto: Sabedoria (v.5)
A necessidade da sabedoria ao passar por provações
O que é sabedoria? É mais que conhecimento. Sabedoria é o uso correto do conhecimento. Conhecimento é conhecer a Bíblia bem. Sabedoria é usar a Bíblia bem. Sabedoria é olhar para a vida com os olhos de Deus. O sábio busca maturidade e não prazer. Há pessoas cultas e tolas. Há pessoas que têm erudição, mas não sabem viver a vida nem fazer escolhas certas. Sábio é aquele que pratica a piedade e faz o que é agradável a Deus.

V – Perspectiva correta: olhar para o alto (v.9-12)
          Tiago aplica o princípio da sabedoria nas provas em duas circunstâncias específicas: cristãos pobres e cristãos ricos. Dinheiro e status eram problemas reais entre aqueles irmãos (2:1-7, 15-16; 4:1-3; 5:1-8).
O pobre deve gloriar-se pelo que tem permanente no céu. O rico pelo que não tem permanente na terra.
O pobre deve gloriar-se na sua dignidade, o rico na sua insignificância.
Não é tolo aquele que perde o que não pode acumular, para ganhar o que não pode perder. O pobre ao ser provado diz: mas quão rico eu sou. O rico ao ser provado pelas glórias do mundo diz: mas quão vulnerável eu sou.
           Cada um olha para a sua vida na perspectiva da eternidade.
           Tiago leva o rico a perceber sua fragilidade, dependência de Deus e a instabilidade da sua riqueza.
           No verso 12 ele nos lembra que quando Deus nos prova é para o nosso bem, por isso somos bem-aventurados:
Quando somos provados desenvolvemos a paciência triunfadora.
Quando somos provados somos aprovados por Deus.
Quando somos provados somos galardoados por Deus
Quando somos provados temos a oportunidade de demonstrar o nosso amor por Deus.

VI – Cuidado correto: saber diferenciar provação de tentação (v.13-15)
Uma pessoa madura é paciente nas provas. Uma pessoa imatura transforma provas em tentações.
Provas são testes enviados por Deus. Tentações são armadilhas enviadas por Satanás e pela nossa natureza caída.
Não culpe a Deus pela tentação. Ele é absolutamente santo para ser tentado e ele é absolutamente amoroso para tentar. Deus nos prova como provou a Abraão, mas ele não nos tenta. A prova é para santificar. A tentação é para derrubar.

Tiago vê o pecado, não apenas como um ato, mas como um processo em quatro estágios
a) cobiça (1:14) – É desejar satisfazer um desejo fora da vontade de Deus. Comer é normal, glutonaria é pecado. Sexo no casamento é normal, sexo fora do casamento é pecado. Os desejos devem estar sob controle e não nos controlar.
b) Engano – (1:14) – Tiago usa uma figura para ilustrar o engano da tentação: A figura do caçador e do pescador que usa uma armadilha para atrair ou anzol com ísca para seduzir. Se Ló pudesse ver a ruína que estava por trás de Sodoma e se Davi pudesse ver a tragédia sobre a sua casa quando deitou-se com Bate-Seba eles jamais teriam caído. Precisamos identificar a arapuca do pecado e ísca do pecado.
c) O nascimento do pecado – (1:15)
d) Morte (1:16) – Vemos aqui a genealogia do pecado. A cobiça é a avó da morte. A morte é filha do pecado. O salário do pecado é a morte (Rm 6:23).

VII – Convicção correta: (v.16-18)
A bondade de Deus (v.17)
Tiago apresenta três fatos sobre a bondade de Deus:
a) Deus dá somente boas dádivas – Tudo o que Deus dá é bom, até as provas. O espinho na carne de Paulo foi um dom estranho, mas foi uma grande bênção para ele (2 Co 12:1-10).
b) Deus dá constantemente – O verbo “descendo” é um presente particípio = continua sempre descendo. Deus não dá seus dons apenas ocasionalmente, mas constantemente.
c) Deus não muda – Deus não pode mudar para pior porque ele é santo. Ele não pode mudar para melhor porque ele é perfeito.
v. 18: a nossa nova natureza nos capacita a andar em santidade.

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