domingo, 20 de dezembro de 2009

O NATAL E SEUS SÍMBOLOS







            Para celebrarmos corretamente o Natal, precisamos conhecer o significado de seus símbolos e ensiná-los à nossos filhos, netos, amigos e familiares. Numa época em que se tem perdido o sentido do Natal, e muitos, nessa data, tem se esquecido de Jesus; é necessário que resgatemos o verdadeiro Natal.

            A Data do Natal: A Bíblia não registra o dia do nascimento de Jesus. Ela apenas diz que era noite e que os pastores estavam no campo guardando seus rebanhos. É possível que Jesus tenha nascido em maio, junho ou outubro (épocas propícias para o pastoreio nos campos da Judéia, o que não é possível em dezembro devido às baixas temperaturas e chuvas).
Porque, então, comemoramos o Natal no dia 25 de dezembro? Devido às seguintes questões:
1 – Se tornou tradição a data desde que, em 204, Hipólito escreveu que Jesus nasceu em 25 de dezembro.
2 – Por decisão do Imperador Aureliano, desde 274, 25 de dezembro era celebrado como o nascimento de Mitra, o deus iraniano da Luz, ou como os romanos diziam, o “Sol Invicto”. Quando os cristãos se tornaram maioria no Império, desejaram ter suas datas importantes e comemorativas, e se possível anular as comemorações pagãs tão ofensivas à verdadeira fé. Se não podiam anular a festa pagã, desejaram substituí-la pela comemoração do Natal de Jesus, pois essa já era a data considerada como tal. A intenção da Igreja era fazer desaparecer, com o tempo, o culto a Mitra, o que de fato ocorreu, salientando que o verdadeiro Deus e a verdadeira Luz é Jesus (Lc 1.78-79; Ml 4,2). 
3 – No ano 353, segundo se tem notícia, foi comemorado, pela primeira vez, em 25 de dezembro, o Natal. Assim, o costume se popularizou até que em 530 o Imperador Justiniano oficializou a data.
Não precisamos ter dúvidas quanto a celebrarmos o Natal nesta data; podemos e devemos celebrá-lo, pois já a 1800 anos é ensinada esta como a data comemorativa do Natal. De qualquer forma o que importa não é a data, mas o espírito do Natal que todo cristão precisa conhecer e viver com sinceridade.

Veja abaixo o significado de alguns dos símbolos natalinos:






Arranjos secos: Sementes ou cachos secos são usados na comemoração natalina. Eles expressam que sem Jesus não há vida. A comemoração do Natal deve começar com estes arranjos, pois sem Jesus realmente não há vida. Esses arranjos secos são muito expressivos por nos levar a considerar a necessidade que cada um tem de se apropriar da vida oferecida por Jesus (João 3:36; 5.24; 6.53-54; 20.31) 




Coroa: É uma ramada verde de cipreste, ornada em círculo e atada com fita vermelha e adornada com quatro velas. Como símbolo natalino tem um significado muito expressivo: o verde simboliza a vida e a esperança; o círculo simboliza o tempo (a história humana); as velas, separadamente, representam as grandes manifestações de Deus na história de seu povo e as quatro em conjunto anunciam que Jesus, a Luz do mundo já veio; a fita simboliza a aliança de Deus com seu povo escolhido (Jo 1.4-5 e 9; 3.16).
            


Sinos: estão presentes em várias culturas e religiões, em festividades, para expressar alegria, para convocar os adoradores, ou exaltar pessoas muito distintas. Antigamente, quando uma grande autoridade chegava a uma cidade os sinos tocavam em honra a ela, bem como anunciando sua chegada e convocando o povo a ir ao seu encontro. Assim, os sinos expressam o júbilo quanto ao nascimento de Jesus, exaltando sua pessoa e obra, bem como anunciam a sua vinda e são a expressão de convocação, para que todos nele possam ser congregados e por ele beneficiados (o nascimento de Jesus e anunciado com esperança e festa no AT e com alegria no NT: Gn 3.15; Is 9.6-7; Ml 4.2; Jo 1.14; Mt 2.9-11; Lc 1.26-35, 46-47, 67-79; 2.8-20; 2.25-32).
           


Estrela: É um anúncio do nascimento de Jesus. Representa a estrela que guiou os magos, e mostra a condição, o meio para encontrar Jesus. Simboliza ainda que a possibilidade de encontrá-lo é estendida a todos (Mt 2.1-11). A estrela também aponta para a divindade e singularidade de Jesus, pois quem, por mais importante que fosse, teve o seu nascimento anunciado por uma nova estrela? Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.
            


Presépio: é uma representação do local do nascimento de Jesus, a humildade daquele que para nos salvar, se sujeitou à pobreza e humilhações, ao ponto de começar sua estadia entre nós, nascendo num ambiente tão precário, um estábulo e não um palácio real (Lc 2.1-7).



            Luzes de Natal: Representam a vinda de Jesus como a Luz do mundo. Como a luz dissipa as trevas ele desfaz as trevas e implanta a sua luz; felizes os iluminados por ele, que andam na luz (Jo 1.4-9; 8:12; Mt 4.16; Lc 1.78-79; Ml 4,2).




Árvore de Natal: É bastante significativo o uso de árvores como o pinheiro, que mesmo nas estiagens e no inverno rigoroso, se mantém sempre verde. Usa-se adereços que representam frutos ou outras manifestações de vida, pois o sentido maior desse símbolo é que em Jesus se tem vida em todas as circunstâncias. Nele, independentemente da situação, o crente tem vida, está cheio de seiva e verdor espirituais, e frutificando na graça. O inverno representa a morte; como o pinheiro permanece verde nesta época, ele representa a vida eterna. Os frutos pendurados na arvore representam também o Fruto do Espírito (Jo 1.4; 6.40, 10.10, 11.25; Sl 1.3 e Gl 5.22-23).
A primeira árvore de Natal, iluminada com luzes, de que se tem notícia, foi com o grande reformador Martinho Lutero e sua família, no Natal de 1525.
Obs: esta foto acima é da árvore que fica na Lagoa da Pampulha em BH; coloquei esta em homenagem à minha esposa Suzana, que é de lá.




            Presentes de Natal: O uso de presentes nessa ocasião é a comemoração do maior presente já recebido pelo homem, que é a salvação em Jesus. Ao darmos ou recebermos presentes, devemos sempre nos lembrar da grande dádiva de Deus Pai: Jesus (Jo 3.16).


Cartões: lembram o nascimento de Jesus e a fraternidade dos cristãos. Todos os verdadeiros cristãos são um corpo e uma família em Cristo Jesus.

Ceia de Natal: É a refeição familiar na noite de Natal, celebrando fraternalmente a dádiva da vinda de Jesus e a união que temos nele. A ceia representa a alegria pelo nascimento de Jesus e a celebração da comunhão que só em Jesus é possível; além de lembrar que ele veio para ser Senhor de nossa casa. A ceia nos lembra também que Jesus é o Pão da vida, que ele é o verdadeiro alimento, alem de lembrar que é através dele que temos a vida (Jo 6.33-35, 48 a 58).

Há ainda o “Papai Noel”. Essa figura é a mais popular do Natal, apesar de estar cercada de superstições e crendices. Está baseada na mistura da história da vida de um cristão devoto chamado Nicolau (que viveu no 4º século, na Ásia Menor, e usava sua fortuna para fins filantrópicos socorrendo os que tinham necessidades) e em crendices pagãs como a de “Chowangshin” (o deus do fogo cultuado na Coréia, Japão e China), que seria o vigia do povo, que no final do ano subia ao céu, pela chaminé das casas para apresentar seu relatório ao rei do céu e de lá voltava (pela chaminé, vestido de vermelho) trazendo as bênçãos ou maldições conforme os merecimentos de cada um. Coincidência? Acho que não!

CONSIDERACOES FINAIS:
     1 – Podemos e devemos celebrar o Natal com todos os seus símbolos, mas devemos fazer isso ensinando o significado dos mesmos.
     2 – Precisamos entender que o Natal não é um dia santo. Os verdadeiros cristãos tem apenas um dia santo, o primeiro dia da semana. Podemos celebrar o Natal, desde que ele não adquira para nos o caráter de dia santo, que deve ser guardado como uma ordenança; porque este lugar é do domingo.
     3 – Esta época deve ser um tempo para se meditar no relacionamento do homem para com Deus; e não, como muitos o pensam hoje, no relacionamento do homem para com os outros homens.
     4 – Devemos ter em mente que, mesmo nós, podemos incorrer no erro de desvirtuar o Natal, quando:
   A – gastamos tanto com presentes que deixamos de dizimar ou ofertar neste mês por causa das dividas contraídas. Não faz sentido que no Natal demos presentes para todo mundo e nos esqueçamos do Aniversariante e desamparemos a sua Igreja.
   B – Cometemos o pecado da gula ao participarmos da ceia de natal.
   C – Não ensinamos a nossos filhos o verdadeiro significado do Natal e de seus símbolos.
   D – Não aproveitamos a ocasião para evangelizar nossos amigos e parentes.
   E – Não fazemos de Jesus, sua encarnação, nascimento, morte, ressurreição e ascensão o centro de nossa vida, todos os dias do ano.
   F – Não entendemos, ensinamos e enfatizamos que a razão pela qual Jesus nasceu foi dar a vida na cruz para nos salvar (Jo 12.27).
   G – Nos esquecemos de que o que comemoramos no Natal não é apenas o nascimento de Jesus, mas a encarnação do Filho de Deus; o ato pelo qual o próprio Deus assumiu a natureza humana (Jo 1.14).
     5 – O Papai Noel tem roubado o lugar de Jesus no Natal, pois quando se pensa em Natal, geralmente não se pensa em Jesus, mas no “bom velhinho”; por isso precisamos repensar o seu uso. Mas, apesar de não usarmos o Papai Noel, podemos ensinar a nossos filhos a sua origem baseada na generosidade do cristão Nicolau e podemos colocá-lo como um símbolo de que Deus nos ama e nos deu o presente maior Jesus; assim, daremos a ele uma ligação com Cristo.  




Com ou sem ceia, presentes ou árvore, um Feliz Natal!!!


Rev. Maurício
Bibliografia:
1 – Fonsêca , Rev. Salvador Moisés da. “O Natal e sua celebração”. CEIBEL, 2001
2 – Arguri, Francisco. “A Pura Verdade sobre o Natal”. Editora Fonte Eterna.
3 – Vários artigos da internet: http://tempora-mores.blogspot.com/search?q=natal (Neste endereço você encontra artigos que combatem a idéia de que os cristãos não devem celebrar o Natal; especialmente o entitulado “Calvino Contra o Natal”, do Presb. Solano Portela e “Não sou totalmente contra o Natal” do Rev. Augustos Nicodemus).

Um comentário:

  1. O NATAL VEIO DO PAGANISMO.

    PROVAS NA HISTÓRIA E NA BÍBLIA.


    Enciclopédia Católica (edição de 1911): "A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentravam na festa do Natal".

    Orígenes, um dos chamados pais da Igreja (ver mesma enciclopédia acima): "... não vemos nas Escrituras ninguém que haja celebrado uma festa ou celebrado um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram neste mundo".

    Autoridades históricas demonstram que, durante os primeiros 3 séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema que hoje é conhecido como Igreja Romana (isto é, no século 4o). Somente no século 5o foi oficialmente ordenado que o Natal fosse observado para sempre, como festa cristã, no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo.

    Se fosse da vontade de Deus que guardássemos e celebrássemos o aniversário do NASCIMENTO de Jesus Cristo, Ele não haveria ocultado sua data exata, nem nos deixaria sem nenhuma menção a esta comemoração, em toda a Bíblia. Ao invés de envolvermo-nos numa festa de origem não encontrada na Bíblia mas somente no paganismo, somos ordenados a adorar Deus, a relembrar biblicamente a MORTE do nosso Salvador, e a biblicamente pregar esta MORTE e seu significado, a vitoriosa RESSURREIÇÃO do nosso Salvador, Sua próxima VINDA gloriosa, sua mensagem de SALVAÇÃO para os que crêem verdadeiramente e PERDIÇÃO para os não crentes verdadeiros.
    http://solascriptura-tt.org/Diversos/NatalVeioDoPaganismo-Helio.htm

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