quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dons miraculosos - Estudo 1 - considerações iniciais





I – Qual é o nosso propósito neste estudo?


          Primeiramente, para evitar equívocos, vamos deixar claro, qual NÃO É o nosso propósito:  
1 – promover discussões e polêmicas com os pentecostais;
2 – tentar “pescar no aquário dos outros”;
3 – que nos tornemos orgulhosos, ou nos achemos melhores do que os pentecostais.

          Agora sim, podemos esclarecer qual é o nosso propósito neste estudo:
1 – que cresçamos no conhecimento da Palavra de Deus e sejamos mais comprometidos com ela;
2 – que saibamos por que cremos no que cremos e fazemos o que fazemos;
3 – que possamos discipular os novos crentes da igreja;
4 – que nos preparemos para responder a quem nos pedir a razão da nossa esperança (1Pe 3.15);
5 – que sirvamos ao Senhor e à igreja com os dons que ele nos concedeu.


II – Ao afirmar que não há mais profecias e línguas hoje, NÂO estamos dizendo:
1 – que os pentecostais são falsos e mentirosos;
2 – que não são crentes sinceros, que amam a Deus e sua Palavra;
3 – que os fenômenos chamados de línguas e profecias no meio pentecostal são obra do diabo;
4 – que somos melhores do que nossos irmãos pentecostais;
5 – que não haja nada de bom no meio pentecostal;
6 – que não tenhamos nada a aprender com nossos irmãos pentecostais.


III – A manifestação de dons miraculosos (profecia, línguas, curas):
1 – não é indicativo de santidade (1Co 3.1-3; 5.1-2)
2 – não é indicativo de espiritualidade (1Co 3.1-3; )
3 – não é indicativo de maturidade na fé (1Co 3.1-3; 13.11; 14.20)
4 – não é indicativo de ser guiado pelo Espírito ou ser cheio do Espírito (1Co 3.3; Ef 5.18)
5 – não é indicativo da presença do fruto do Espírito e não tem valor sem ele (1Co 13; 2Co 6.11-13)
6 – não é indicativo nem mesmo de que a pessoa é verdadeiramente um crente (Mt 7.22-23)
7 – não é indicativo de que há união e comunhão na igreja (1Co 1.10-13; 11.18)
8 – não é indicativo de que o culto é “abençoado” (1Co 11.17; 34)
9 – não é indicativo de que houve edificação no culto (1Co 14.1-5, 12, 17, 19, 26)
          Não ter estes dons não é indicativo de não ser batizado com o Espírito (At 2.37-47; 1Co 12)


IV – O que são os dons espirituais?
São simples ferramentas dadas para a obra do ministério com a finalidade de edificar a igreja (Ef 4.11-16).


V – Qual o efeito que as manifestações miraculosas exercem sobre os crentes e incrédulos?:
1 – Não são as manifestações miraculosas que convertem o pecador (Jo 11.45-46). Em muitos casos elas só endurecem ainda mais o coração dos incrédulos (Mt 11.20-24 – lembre-se do caso de Faraó).
2 – Para um crente amadurecido, manifestações miraculosas não farão sua fé maior, porque ele sabe em quem tem crido (2Tm 1.12). A falta de milagres e as adversidades da vida também não farão sua fé menor (Hb 3.17-19; Jo 20:29; Hb 11.1).


VI – Alguns princípios importantes que devem nortear nosso estudo sobre os dons:
1 – “Não aceitar nem rejeitar sem antes examinar a questão” (Bacon).
2 – O exame que devemos fazer é nas Escrituras (At 17.11). Não devemos basear nossa fé em experiências, não importa quão extraordinárias sejam; o que cremos ou deixamos de crer deve estar baseado no que a Bíblia diz: O que a Bíblia disser está dito. Devemos interpretar as nossas experiências à luz das Escrituras, e nunca o contrário.
3 – Não podemos examinar a Bíblia com “os óculos do nosso preconceito”: Não podemos ir à Escritura com um conceito já formado em mente, procurando apenas provar que estamos certos.
4 – Precisamos meditar em profundidade sobre um texto ou assunto, aplicando as regras de interpretação bíblica (hermenêutica), para que cheguemos à compreensão da verdade (2Co 13.8).

Rev. Maurício de Almeida Soares

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