sábado, 16 de maio de 2009

MAS O QUE É QUE TEM?!

Festa Junina; o crente pode participar? Antes de respondermos, vejamos o que diz a Enciclopédia Encarta sobre as festas religiosas:

“São festas de origem antiga, com música e dança, que uniam o profano e o sagrado. Neste universo destacam-se as comemorações durante o mês de junho de Santo Antônio (dia 13), São João (dia 24) e de São Pedro (dia 29). São João é o mais comemorado entre todos; em sua honra as festas contam com comidas especiais à base de milho como canjica e pamonha; além de música, fogueiras, roupas típicas e a dança da quadrilha. Entre as brincadeiras destacam-se a pescaria, leitura da sorte e rifas e leilões.”

Analisemos o que diz a Enciclopédia:

1º - A festa junina é consagrada a um “santo”.

2º - A comida, a música, a fogueira, a roupa, a dança e as brincadeiras são em honra do “santo”, em sua comemoração e consagrados, dedicados, a ele.

Vejamos, agora, o que a Bíblia diz:

1º - Deus instituiu em Israel sete festas. Todas elas eram em louvor a Deus e nunca a qualquer grande vulto.

2º - Aqueles que participaram de festa em honra a outro que não o Deus vivo, foram eliminados de Israel (Ex 32.6-7).

3º - Paulo diz: “o ídolo ou o alimento que é oferecido a ele tem algum valor? É claro que não! (...) aquilo que é sacrificado nos altares pagãos é oferecido aos demônios e não a Deus. E eu não quero que vocês tomem parte nas coisas dos demônios. Vocês não podem beber do cálice do Senhor e também do cálice dos demônios. Vocês não podem comer na mesa do Senhor e também na mesa dos demônios. Ou será que queremos provocar o Senhor (...)? Alguns dizem: “Podemos fazer tudo o que queremos.” Sim, mas nem tudo é bom. “Podemos fazer tudo o que queremos”, mas nem tudo é útil”. (...) Se alguém que não é cristão convidá-los para comer (...) comam o que for posto na frente de vocês (...) Mas, se alguém disser a vocês: “Esta comida foi oferecida aos ídolos”, neste caso não comam” (1Co 10.19-23; 27-28a - NTLH).

Concluímos que qualquer festa de cunho religioso que não é oferecida a Deus, e somente a ele, é na verdade adoração a demônios. O crente, sabendo que a festa é oferecida aos chamados “santos”, “aos ídolos”, não deve dançar, brincar e nem mesmo assistir ou passear pela “mesa dos demônios” (1Co 10.27-28). Respeitamos os apóstolos Pedro e João, mas não podemos ignorar que qualquer festa em sua honra é, em realidade, oferecida a demônios. A Bíblia diz: “Não faça isso! (...) Adore a Deus” (Ap 22.9).


Pr Maurício

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Vou-me embora pra Pasárgada

“Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei...
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz...
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização...”

Eis aí alguns versos de Manuel Bandeira que revelam a expressão do anseio humano de uma vida melhor em um lugar melhor.
Onde fica Pasárgada? É um lugar que não se acha no mapa. Pasárgada é São Paulo para o nordestino pobre que sai em busca de emprego e dignidade. Pasárgada é um lugar longe daqui, onde imaginamos que não há os problemas que existem aqui. Um lugar pelo qual, quando enfrentamos transtornos, suspiramos dizendo: “vou-me embora...”
Conheço muitos crentes que, por qualquer coisinha, ou mesmo por uma “coisona” vivem suspirando como o Manuel: “Vou-me embora prá Pasárgada (igreja tal), lá não me tratam assim, lá não é como aqui, lá sou amigo do rei.”
Pois eu, sim, já me cansei deste tipo de coisa, e desse tipo de crente. Chegou a minha vez de dizer: “Vou-me embora pra Pasárgada. Lá não tem crente doído, fofoqueiro, mentiroso, que fala mal da igreja e dos irmãos pra Deus e o mundo (principalmente pro mundo); lá não tem desamor, desunião, nem obras da carne. Em Pasárgada tem tudo: Avivamento; Fruto do Espírito; crentes que vivem como irmãos de verdade, que prestam contas uns aos outros; lá todos se amam e todos amam a igreja. Lá o grupo de louvor louva; os crentes ouvem a Palavra e se submetem; lá o amor é o oxigênio do Reino; lá há perdão e tolerância; lá sou amigo do Rei.”
Vou-me embora pra Pasárgada; mas não pra outra igreja, pois aí também eu encontraria problemas, crentes-problema e continuaria eu mesmo a ser um problema.
Como então chegar a Pasárgada? Lá só se chega morrendo: “se um grão de trigo não for jogado na terra e não morrer, ele continuará a ser apenas um grão. Mas, se morrer, dará muito trigo.” (Jo 12.24); “E Jesus disse aos discípulos: —Se alguém quer ser meu seguidor, esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe.” (Mt 16:24); “Levamos sempre no nosso corpo mortal a morte de Jesus para que também a vida dele seja vista no nosso corpo.” 2Co 4:10
Manuel Bandeira não era crente e, para ele, Pasárgada era um lugar onde encontraria “prostitutas bonitas pra namorar”; era um lugar onde poderia dar lugar à carne. Mas eu sou crente e para mim, Pasárgada é exatamente o oposto disso: um lugar onde a carne não tem lugar; um lugar onde eu já morri.
A Igreja será Pasárgada quando Deus nos jogar por terra, com a boca no pó, nos humilhar e nos deixar lá até que a gente morra. É mais fácil fugir que morrer, mas é impossível dar fruto sem morrer.
“Oh, Deus, quero ir-me embora pra Pasárgada. Leva-me pro céu ou traga o céu sobre mim. Leva-me pra glória ou então faz descer a tua glória sobre a Igreja. Aperfeiçoe-me na morte de uma vez, ou mate meu ego para que Jesus viva em mim. Leva-me na morte agora, ou me ajude a morrer a cada dia, para que eu possa dizer: já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim”
Estou indo embora pra Pasárgada, lá sou amigo do Rei Jesus. Vamos juntos?
Pr Maurício

Gostou do Show?

Na praça central de Bom Jesus do Itabapoana, em 2007, abrindo a festa do município, tivemos o ‘show’ de um cantor evangélico. Entre os gritinhos descontrolados das ‘fãs’ mais exaltadas, as dancinhas esquisitas do cantor, que com o pedestal na mão, rodopiava e gesticulava, as “pérolas de sabedoria“ que ele destilava em seus comentários, e as músicas cantadas de forma repetitiva como um mantra para excitar as emoções, pude reencontrar “irmãos e irmãs” que passam meses sem ir à igreja, mas, quando tem a oportunidade de ir a um evento realmente “importante” e “edificante” como o ‘show’, não perdem a oportunidade. Afinal, não ir ao culto é uma coisa, mas deixar de ir ao ‘show’ do cantor ‘fulano de tal’, nem pensar. Vi muito crente nove horas (aquele que se o culto não acabar antes das nove, ele levanta e vai embora) em pé até depois da meia noite e cantando alegremente.
Este tipo de coisa veio pra ficar. É um subproduto da nossa época; um reflexo, uma cópia do que se contempla hoje no mundo. O que você foi fazer na praça? Não se iluda, você não foi adorar ou cultuar a Deus; não foi edificado; foi passear e assistir a um show de uma “celebridade”, um “ídolo” evangélico.
A adoração e o culto são reverentes, racionais, são acompanhados da mensagem da Palavra de Deus (sem pregação não há culto nem edificação).
Quando você for a um show como este, tenha em mente, que este tipo de evento não substitui o culto (e queira Deus que estas coisas nunca sejam acrescidas ao nosso culto); não é adoração, nem é edificante; é apenas um “show”, um momento em que as “celebridades” lucram e as pessoas se divertem.
A cidade não foi edificada ou abençoada. O que edifica e abençoa uma cidade é a presença de igrejas sadias, crentes comprometidos com o culto, a santidade e o testemunho, e pregadores fieis da Palavra.
Quanto ao “show”, não poder-se-ia dizer que foi edificante e abençoador, mas, talvez, “divertido”. Apesar do fato de que eu, particularmente, teria me divertido muito mais assistindo a um show do “Engenheiros do Hawaii” ou do “Djavan”.
Pr Maurício