quarta-feira, 21 de março de 2018

O que a Bíblia ensina sobre o Pai, o Filho e o Espírito Santo? - Estudo 04 no Brave Catecismo


Pergunta 5. Há mais de um Deus?
R. Há só um Deus, o Deus vivo e verdadeiro.



Os seguintes textos apoiam essa verdade:
Ref. Dt 6.4; 1Co 8.4; Jr 10.10; Jo 17.3.



Pergunta 6. Quantas pessoas há na Divindade?
R. Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estas três são um
Deus, da mesma substância, iguais em poder e glória.


Os seguintes textos apoiam essa verdade:
Ref. Mt 3.16-17; 28.19; 2Co 13.13; Jo 1.1; 3.18; At 5.3-4; Hb 1.3; Jo 10.30.



Comentário:

O nome historicamente usado para explicar essa doutrina bíblica é Trindade, que significa “tri-unidade” ou “três-em-unidade”. Vejamos o que diz a Bíblia sobre isso:

I – Há um só Deus: Dt 6.4; 1Rs 8.60; Is 45.5-6 e 21-22; 1 Tm 2.5; 1Co 8.4; Tg 2.19.

II – O Pai é Deus: (Fl 2.11, 1Pe 1.3).

III – O Filho (Jesus) é Deus: conforme Cl 2.9.
1 – Cristo existiu antes que houvesse nascido da virgem: Jo 8.58 e 17.5; Jo 3.13 e 16.28.
2 – Todos os nomes e títulos de Deus são constantemente aplicados a Cristo: Jeová (SENHOR): Jr 23.6; Deus Forte, Pai da Eternidade: Is 9.6; Deus: Jo 1.1, Hb 1.8, Fl 2.5-6, Jo 20.28, 2Pe 1.1, Rm 9.5, 2Jo 1.20, EU SOU (cf Êx 3.14): Jo 8.24, 28 e 58; Alfa e Ômega, Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim, o Todo-Poderoso: Ap 22.13 e 1.8.
3 – Ele possui todos os atributos divinos: Eternidade e imutabilidade: Jo 8.58, 17.5,  Ap 1.8, Hb 1.10-11, 13.8; Onipresença: Mt 18.20; Jo 3.13; Onisciência: Mt 11.27; Jo 2.24-25 e Ap 2.23; Onipotência: Jo 5.17 e Hb 1.3.
4 – As obras divinas são atribuídas a Cristo: a criação: Jo 1.3-10; Cl 1.16-17; a preservação e governo providencial: Hb 1.3; Cl 3.17 e Mt 28.18; o juízo final: Jo 5.22; Mt 25.31-32; 2 Co 5.10; a doação da vida eterna: Jo 10.28; o envio do Espírito Santo: Jo 16.7; a santificação: Ef 5.26-27.
5 – Cristo recebe culto e adoração (o que só pode ser oferecido a Deus – Mt 4.10): Hb 1.6; Ap 1.5-6; 5.11-12; 1Co 1.2; Jo 5.23; Mt 14.33.
6 – Os judeus queriam mata-lo por que ele se dizia igual a Deus: Jo 5.17-18; 8.58-59 e 10.30-33.
Veja o que diz o Credo Niceno, escrito pela igreja cristã no ano 381 depois de Cristo: “Creio em um só Senhor Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todas as eras, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, da mesma substancia do Pai.”

IV – A Bíblia ensina que o Espírito Santo é Deus:
1 – Ele é chamado Deus: o que o Espírito diz, Deus o diz: compare Is 6.8,9 com At 28.25-26; e Jr 31.33 com Hb 10.15-16; mentir ao Espírito Santo é mentir a Deus: At 5.3-4; Diz-se que nosso corpo é santuário de Deus porque o Espírito Santo habita em nós: 1Co 3.16; o Espírito Santo é chamado de Senhor, palavra usada somente para se referir a Deus: 2 Co 3.17
2 – Ele possui todos os atributos divinos: Onisciência: 1Co 2.10-11; Onipresença: Sl 139.7; etc.
3 – As obras divinas são atribuídas ao Espírito Santo: a criação: Gn 1.2 e Sl 104.30; os milagres: 1Co 12.9-11; a regeneração: Jo 3.6 e Tt 3.5 (compare com 1Jo 3.9).
4 – Há expressões trinitárias nas Escrituras (em que são mencionados o Pai, o Filho e o Espírito Santo em de igualdade): Mt 28.19; 1Co 12.4-6; 2Co 13.14; Ef 4.4-6; 1Pe 1.2; Jd 20-21.
5 - Precisamos enfatizar, ainda, que o Espírito Santo é uma pessoa e não uma força ou poder:
     Se não as expressões trinitárias acima não fariam sentido.
Ele é chamado de Consolador: Jo 14.16 e 26 (consolar é atividade de uma pessoa).
     Atividades pessoais são atribuídas a Ele: ensinar (Jo 14.26); dar testemunho (Jo 15.26); interceder (Rm 8.26-27); sondar (1Co 2.10); conhecer os pensamentos de Deus (1Co 2.11); tomar decisões (1Co12.11); proibir ou não permitir alguma coisa (At 16.6-7); falar (At 8.29 e 13.2); avaliar e aprovar (At 15.28); se entristecer (Ef 4.30).
     Se interpretarmos o Espírito Santo apenas como poder, algumas passagens da Bíblia não farão sentido, pois nelas se mencionam tanto o Espírito quanto o seu poder ou o poder de Deus: Lc 4,14; At 10.38; Rm 3.13 e 1Co 2.4.

V – A Bíblia ensina que Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas distintas: Eles não são a mesma pessoa: conforme Mt 3.16 e 17 (passagem em que as três pessoas aparecem juntas)
1 – O Pai não é o Filho: Jo 1.1-2; Jo 17.24; 1Jo.2.1; Hb 7.25;
2 – O Pai e o Filho não são o Espírito Santo: Jo 14.16 e 26.

A Trindade no AT: Algumas evidências de que na unidade da divindade há mais de uma pessoa:
1 – Deus fala de si mesmo no plural: Gn 1.26; 3.22; 11.7 e Is 6.8.
2 – Diferentes pessoas são chamadas de “Deus” e “Senhor”: Sl 45.6-7 (Hb 1.8); Sl 110.1 (Mt 22.41-46); Ml 3.1-2; Os 1.7 e Is 48.16 (menciona as três pessoas da trindade).
3 – O Espírito do Senhor é uma pessoa distinta do Senhor: Is 63.10 e 61.1.
4 – O Anjo do Senhor: é chamado Deus ou Senhor: Gn 16.7-13; Êx 2.3-6; Nm 22.35 e 38; Jz 6.11-14.

            APLICAÇÕES: 

1 – Adoração: só podemos adorar a Deus se o conhecermos. A verdadeira adoração expressa conhecimento.           

2 – Deus vive em comunidade e nos chama a sermos como Ele na família, sociedade e Igreja.

3 – Firmeza na sã doutrina: todo erro nasce de uma concepção errada sobre essas verdades.

4 – Salvação: Se Jesus não fosse Deus, então não poderia jamais nos salvar, e ainda estaríamos perdidos.   

5 – Culto: Se Jesus não fosse Deus, então não poderíamos oferecer a Ele culto e adoração.

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Rev. Mauricio. 


O SER DE DEUS - ESTUDO 03 NO BREVE CATECISMO



            Vimos as perguntas 01 a 3, que tratam sobre a finalidade da nossa existência, que “é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”; a regra que Deus nos deu para nos dirigir na maneira de o glorificar e gozar, que é a Bíblia; e que a coisa principal que as Escrituras ensinam é o que devemos crer a respeito de Deus e o dever que Ele requer de nós. A próxima pergunta, numa sequencia lógica seria: “O que a Bíblia ensina sobre Deus?” e é mais ou menos isso que temos nas 3 perguntas seguintes: Vejamosa pergunta 4 hoje que trata sobre o Ser de Deus e a 5 e 6 para semana que vem, que tratam da doutrina da Santíssima Trindade:


Pergunta 4. Quem é Deus?
R. Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade,
justiça, bondade e verdade.


Os seguintes textos apoiam essa verdade:
Jo 4.24; Êx 3.14; Sl 145.3; 90.2; Tg 1.17; Rm 11.33; Gn 17.1, Ap 4.8; Êx 34.6-7.



Comentário:

1 – O que significa dizer que Deus é Espírito?
Significa que Ele não tem partes, membros ou corpo.

2 – Existe algum grupo no Brasil que ensina que Deus tem corpo?
Sim, os Mórmons, grupo herético chamado de Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

            3 – O que significa infinito, eterno e imutável?
1 – infinito significa que Deus não tem limites, e que Ele não pode ser medido, o que faz com que não O possamos conhecer e compreender totalmente; 2 – eterno significa que Deus não foi criado por ninguém; que Ele jamais teve um princípio e que jamais terá um fim; significa também que para Deus não existe passado, presente e futuro, tudo é presente para Ele; 3 – imutável quer dizer que Deus não muda nunca. E isso é bom, porque qualquer mudança é para a melhor ou para a pior, e como Deus é perfeito, se Ele pudesse mudar, seria para a pior e deixaria de ser Deus.

            4 – Porque surge em nossa mente a pergunta: “Quem fez Deus?”
Porque, por termos sido criados, naturalmente tendemos a acreditar que todos os outros seres devem ter sido criados também. Mas é claro que um Deus que fosse criado, não seria Deus de jeito nenhum.

            5 – Se Deus não muda, porque a Bíblia diz que Ele “se arre-pendeu” ou mudou de ideia, como no caso de Nínive (Jn 3.10)?
Deus jamais muda, mas as Suas criaturas sim. E o resultado disso é que a relação entre elas e Deus muda. No caso de Nínive Deus não mudou a Sua mente. Foi o povo de Nínive que mudou de verdade e se converteu dos seus maus caminhos. Deus não mudou de ideia, porque a pregação de Jonas, a conversão dos ninivitas e o “arrependimento de Deus” do mal que tinha dito que lhes faria, foi tudo parte do plano original de Deus. A mente de Deus não mudou, o que mudou foi o modo de Ele tratar as suas criaturas.

            6 – Quais os atributos de Deus nos quais a Bíblia diz que Ele é infinito, eterno e imutável?
Deus é infinito, eterno e imutável em Seu Ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.
Isso significa que Deus tem toda a sabedoria e um conhecimento verdadeiro e perfeito de tudo; que Deus é Todo-Poderoso e perfeitamente santo, justo e bom.
Esses atributos citados acima, o homem também os pode ter; mas em todos eles pode-se dizer que nós somos finitos, efêmeros e mutáveis. Assim, ainda que tenhamos sabedoria, ou justiça, ou verdade, ou poder, ou santidade ou bondade, os temos em uma proporção insignificante quando comparados com Deus. E só os temos porque Ele nos deu alguma medida desses atributos.

            7 – O que significa a bondade de Deus?
Bondade é o atributo de Deus que faz com que ele propicie o bem estar de Suas criaturas, exceto as que foram condenadas legalmente pelo pecado. Essa bondade se estende a homens, anjos e animais. Esta bondade se evidencia também nas obras da criação, do governo providencial de Deus e na salvação dos pecadores pela cruz de Cristo.
            
8 – O que se quer dizer quando se fala da verdade como um atributo de Deus?
Que a sabedoria de Deus é verdadeira porque é totalmente isenta de paixões ou preconceitos. Que a Sua justiça e bondade são verdadeiros porque são fiéis ao Seu caráter. Deus é verdadeiro e fiel em tudo o que diz e faz. Ele é verdadeiro e fiel em todas as suas revelações, registradas na Bíblia e em todas as suas promessas e pactos. Leia 2Tm 2.13          para entender melhor o que significa a verdade como atributo divino.

            10 – Essa “definição” de Deus é completa?
Não, ela inclui o mínimo necessário para se conhecer a Deus.

            11 – Porque é importante conhecer essa “definição” de Deus?
Jesus nos disse que Deus procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Não podemos adorar a quem não conhecemos; por isso, entender quem Deus é nos ajuda a adorá-lo da forma devida.

Rev. Mauricio. Adaptado de Johannes Vos e Leonardo Horn


domingo, 25 de fevereiro de 2018

SOLA SCRIPTURA – SOMENTE AS ESCRITURAS ESTUDO 02 NO BREVE CATECISMO


Vimos a pergunta 01, que trata sobre a finalidade da nossa existência, que “é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. Vejamos as perguntas 02 e 03:

Pergunta 2: Que regra Deus nos deu para nos dirigir na maneira de o glorificar e gozar?
R: A Palavra de Deus, que se acha nas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos, é a única regra para nos dirigir na maneira de o glorificar e gozar.

Os seguintes textos apoiam essa verdade:
2Tm 3.15-17; Lc 16.29-31; Hb 1:1-2.

Pergunta 3. Qual é a coisa principal que as Escrituras nos ensinam? R: A coisa principal que as Escrituras nos ensinam é o que o homem deve crer a respeito de Deus, e o dever que Deus requer do homem.

Os seguintes textos apoiam essa verdade:
Jo 5.39; Jo 20.31; Sl 119.105; Rm 15.4; Mq 6.8.

Comentário:

1 – O que significa “regra” nessa pergunta?
Significa o padrão pelo qual medimos algo. A norma.

2 – Porque precisávamos que Deus nos desse uma regra. A consciência não seria suficiente?
Não, porque a consciência não pode dizer se algo é certo ou não. O que ela faz é nos acusar quando fazemos algo que pensamos ser errado ou nos defender quando fazemos algo que pensamos ser certo. Um canibal que pensa ser certo comer carne humana, não será acusado pela consciência. Precisamos de um padrão, uma norma, uma regra vinda de fora para ser o guia da nossa consciência.

3 – O coração não seria um bom guia?
Não, porque depois da queda no pecado, o coração do homem se tornou desesperadamente corrupto e não serve como um guia (Jr 17.9)

5 – Como podemos resumir as perguntas 2 e 3 do catecismo?
As Escrituras Sagradas (Antigo e do Novo Testamentos) são a nossa única regra de fé e prática.

6 – O que isso significa?
Que somente a Bíblia pode determinar em que devemos crer e o que devemos fazer (como devemos viver). Os Reformadores chamaram esse princípio de Sola Scriptura (Somente as Escrituras).

Veja o seguinte resumo e adaptação que fiz de um texto de Michael Kruger sobre esse assunto:

Vivemos em um mundo cheio de reivindicações de verdades concorrentes. Dizem-nos no que acreditar e não acreditar. Pedem-nos que nos comportemos de um jeito ao invés de outro. As novelas nos dizem como lidar com as nossas vidas e relacionamentos. A mídia nos diz o que fazer nas grandes questões de nossos dias.
Como filtraremos tudo isso? Como saber o que pensar sobre relacionamentos, moralidade, Deus, origem do universo e muitas outras questões importantes? Alguns recorrem à razão e à lógica, outras recorrem ao senso de experiência, outros recorrem a si mesmos e ao seu próprio senso subjetivo das coisas. Mas o povo de Deus afirma que há apenas uma coisa que pode legitimamente funcionar como o padrão supremo: a Palavra de Deus. Não pode haver autoridade maior que o próprio Deus.
Adão e Eva enfrentaram esse dilema. Deus havia dito que morreri-am se comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2:17). O Diabo disse o oposto (Gn 3:4). Como eles deveriam ter julgado essas alegações discordantes? Pela experiência? Racionalis-mo? Pelo que parecia certo para eles? Não. Havia apenas um padrão ao qual eles deveriam ter recorrido: a palavra que Deus havia falado. Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Não se engane, a queda não foi apenas Adão e Eva comendo o fruto. Foi o povo de Deus re-jeitando a Palavra de Deus como o padrão máximo para toda a vida.
Mas se a Palavra de Deus é o padrão máximo para toda a vida, aonde conseguiremos essa Palavra? Onde a encontraremos? A igreja romana diz que o papa é o sucessor do apóstolo Pedro, e que por isso, seus pronunciamentos são as palavras do próprio Deus. Nós cremos que não devemos mais aguardar a revelação contínua, agora que Deus nos falou finalmente pelo Seu Filho (Hb 1.1-2). A Escritura deve ser vista como a única e última Palavra de Deus a nós.
A doutrina da Sola Scriptura tem sido mal entendida e mal aplicada. Alguns a têm usado como justificativa para um tipo de individualismo “eu, Deus e a Bíblia”, onde a igreja não tem nenhuma autoridade real, e a história da igreja não é considerada ao interpretar e aplicar a Escritura. Assim sendo, muitas igrejas hoje são quase “ahistóricas” - separadas inteiramente das ricas tradições, credos e confissões da igreja. Eles entendem erroneamente que sola Scriptura significa que a Bíblia é a única autoridade em vez de compreender que isso significa que a Bíblia é a única autoridade infalível. Tal abordagem individualista enfraquece a própria doutrina do sola Scriptura, porque acaba não valorizando a autoridade das Escrituras, mas a opinião individual sobre o que a Bíblia diz.
Os Reformadores, ao contrário, não se viam como se estivessem trazendo algo novo. Em vez disso, eles entendiam que estavam recuperando algo muito antigo - algo que a igreja tinha acreditado inicialmente, mas que depois havia sido distorcido. Os Reformadores não eram inovadores, mas escavadores. Apoiavam suas doutrinas nas opiniões dos chamados pais da igreja, e nos credos antigos.
O que precisamos fazer então? Precisamos pregar as Escrituras e valorizar a pregação fiel da Palavra. Somente a Palavra de Deus tem o poder de transformar e reformar nossas igrejas. Os pastores devem pregar toda a Palavra de Deus - sem escolher as partes que preferem ou pensar no que suas congregações querem ouvir. Os membros devem dar ouvidos a toda a Palavra e se submeterem a toda ela. Assim seremos, de fato, reformados.
Rev. Mauricio.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

QUAL O SENTIDO DA VIDA? ESTUDO 01 NO BREVE CATECISMO


QUAL O SENTIDO DA VIDA?
ESTUDO 01 NO BREVE CATECISMO

                Este documento demonstra o que cremos que as Escrituras ensinam, e serve de manual para a doutri-nação e crescimento de crianças, jovens e adultos. A primeira parte diz o que devemos crer a respeito de Deus, e a segunda, o que devemos fazer.

Pergunta 1: Qual é o fim principal do homem?
R: O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.

Os seguintes textos apoiam essa verdade:
Rm 11.36: Todas as coisas existem para Deus.
1Co 10.31: É nosso dever glorificar a Deus em tudo.
Sl 73.25-26: Deus nos ensina como glorifica-lo e também que devemos nos alegrar n’Ele para sempre.
Jo 17.21-24: Nosso supremo destino é gozar a Deus em glória.
Outros: Is 43.7; Rm 14.7-8; Ef 1.5-6; Is 60.21 e 61.3.

Comentário:

1 – O que significa “fim” nessa pergunta?
Significa o propósito para o qual algo existe.

2 – A teoria da evolução concorda com isso?
Não, porque afirma que a humanidade evoluiu de um ancestral primitivo por pura obra do acaso. Assim, ensina que não existe nenhum propósito para a vida humana que esteja além ou fora de nós mesmos.

3 – Qual é o erro da seguinte afirmação, que é a base da vida de muitas pessoas na nossa época: “O fim principal do homem é buscar a felicidade”?
Essa ideia vem de filosofias como o evolucionismo, ou seja, afirma que o propósito da vida humana está dentro dela mesma e voltado para ela mesma; ensina que não há propósito além ou fora de nós. Nossa sociedade, infelizmente, é dominada por esse conceito pagão anti-bíblico e não cristão. Dizem eles: “o homem é a medida de todas as coisas”. Mas estão errados, porque Deus é a medida de todas as coisas.

4 – Porque o catecismo diz que “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.” E não “O fim principal do homem é gozar em Deus e glorifica-lo para sempre”?
Porque a parte mais importante do propósito da vida humana é o glorificar a Deus, ao passo que o gozar (alegrar-se, ter felicidade), é subordinado ao glorificar a Deus. Devemos sempre colocar a maior ênfase no glorificar a Deus. Quem fizer isso, vai gozar a Deus em verdade, tanto aqui quanto no porvir. Mas quem pensa que pode gozar a Deus sem o glorificar corre o risco de pensar que Deus existe para o homem e não o contrário.

5 – Mas Deus não quer que sejamos felizes?
Sim. Mas o meio que Ele determinou para a nossa felicidade e gozo é através de glorificá-Lo. A felicidade, o gozo, a satisfação não  alcançaremos buscando-os diretamente. As pessoas fazem tudo para serem felizes; mas a tragédia é que se buscarem a felicidade nunca a terão. Mas se você buscar viver para a glória de Deus, o resultado será gozo no Senhor, aqui e por toda a eternidade. Só seremos felizes quando cumprirmos o propósito para o qual fomos criados.

6 – O que é glorificar a Deus?
Glorificar a Deus consiste de quatro atitudes que são nossas obrigações para com o reino dos céus:
(1) ApreciaçãoGlorificar a Deus é colocá-lo no lugar mais alto de nossos pensamentos e tê-lo em uma venerável estima: "tu, porém, Senhor, és o Altíssimo eternamente" (SI 92.8).
(2) Adoração: “Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade” (Sl 29.2).
(3) Afeição: Deus se considera glorificado quando é amado: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Dt 6.5).
(4) Sujeição: A sujeição acontece quando nos dedicamos a Deus e nos apresentamos prontos a servir. Glorificamos a Deus ao sermos devotados a Seu serviço: nossa mente estuda para servi-Lo, nossa língua clama por Seu serviço e nossas mãos assistem a Seus filhos.

7 – Porque devemos glorificar a Deus?
Porque Deus nos deu a vida; porque fez todas as coisas para a Sua glória; porque a Sua glória é valiosa e sublime (é o bem supremo); porque todas as nossas esperanças dependem d’Ele; porque todas as criaturas O glorificam (os céus, a terra, os anjos... Será que só nós, em toda a criação, não daremos glória a Deus?).

8 – Como podemos glorificar a Deus?
Deus é glorificado quando desejamos e buscamos somente a sua glória em tudo que fazemos; quando confessamos sinceramente nossos pecados; quando cremos em Sua salvação; quando somos zelosos da Sua glória como se nós sofrêssemos o ultraje quando ela é ultrajada; quando damos fruto no Seu Reino; quando nos contentamos com o estado em que a Sua providência nos colocou, não vivendo a reclamar, nos queixar e murmurar; quando desenvolvemos a nossa salvação; quando vivemos somente para Ele, porque uns vivem para o dinheiro, outros para a barriga, outros para o sexo, mas nós vivemos para Deus; quando andamos em alegria porque Deus é glorificado quando o mundo vê que o cristão tem algo em seu interior que pode fazê-lo alegre nos piores momentos; quando defendemos a Sua verdade contra os erros; quando louvamos o Seu nome; quando vivemos uma vida santificada; quando sofremos por amor a Ele e ao Seu Evangelho; quando trabalhamos para trazer mais pessoas a Ele.





Rev. Mauricio. Adaptado de Thomas Watson e Johannes G. Vos

CRIANDO FILHOS PARA A GLÓRIA DE DEUS



     Em Dt 6.5-9, Deus desafia aos pais; mas principalmente ao pai, como o cabeça e sacerdote do seu lar, a ensinar a Sua Palavra a seus filhos. 

Como se dá esse ensino? De várias formas, eis aqui três:

I – Os pais ensinam pelo exemplo (versos 5-6).
 “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração (NVI)
A primeira e mais importante coisa que os pais devem fazer é zelar para que eles mesmos tenham um relacionamento pessoal, fervoroso e íntimo com o Senhor. Nada será mais impactante na vida dos filhos do que ver em primeira mão, na vida dos seus pais um profundo amor e devoção a Jesus e à Palavra de Cristo. Que a sua luz brilhe diante de seus filhos. Vocês são pastores: o seu templo é o seu lar; seus filhos e esposa, a sua congregação. Priorizem as coisas de Deus, seu Reino e justiça, e isso fará a diferença entre o céu e o inferno na vida de seus filhos.

II – Os pais ensinam com zelo (7-9).
Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas (...). Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões.” (NVI)
                Às vezes eu me sinto desanimado ao ensinar à igreja. Por quê? Porque preciso ensinar as mesmas coisas milhares de vezes, e na maioria delas não parece que o povo de Deus está compreendendo e obedecendo à Palavra. Mas sei que Deus está agindo.
                Os pais tem uma missão igualmente difícil: ensinar com persistência, porque a criança não aprende (no sentido de interiorizar e obedecer) com facilidade.                Em Isaías 28.13, Deus diz que ensinará o Seu povo como quem ensina a uma criança: “preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali”. Percebeu como se se ensina a uma criança? Você repete sempre e de novo os mesmos preceitos e regras. Ensinar a Palavra aos filhos é, também, um trabalho árduo, é preciso abrir aquelas cabecinhas duras e enfiar a Palavra de Deus lá dentro. Nossos filhos não são anjinhos, como gostamos de dizer; são, em potencial, futuros filhos de Belial, homens ímpios e profanos, adúlteros, assassinos, viciados em drogas, pornografia ou álcool; blasfemos e perversos, escravos das piores paixões da alma, amantes do diabo e do mundo.  
Como evitar que essas criaturinhas a quem tanto amamos se tornem herdeiros do lago de fogo e enxofre? Mas, antes, que sejam santos de Deus? Ensinando a elas, persistentemente a Palavra. Precisamos entender que é nossa responsabilidade, não do pastor, nem dos presbíteros e diáconos ou do professor da EBD ensiná-los. Não te deixes vencer pelo mal que há nelas, mas vence-o com o bem. Ensinar com persistência é ensinar todos os dias, várias vezes ao dia, de todas as formas possíveis.

III – Os pais ensinam por meio da disciplina (Ef 6.4)
“Vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.”
                Efésios 6.4 trata também sobre esse ensino persistente de Dt 6. Duas palavras se destacam aqui:
1 – disciplina: educação por meio de normas e regras, recompensas e, se necessário for, castigos.
2 – admoestação: educar eficazmente por meio da palavra falada, seja de ensino, advertência ou estímulo. Ao contrário do que se pode supor, a admoestação não é mais branda do que a disciplina; porque ela precisa ser intensa, e não apenas uma suave observa-ção do tipo: “Ai, ai,ai, não faça isso que Papai do céu não gosta”. Lembre-se do erro de Eli: não admoestar os filhos (1Sm 3.13).
Educar filhos não é fácil mesmo; e, para complicar ainda mais a situação, vivemos numa geração de pais fracos, que sempre decidem pelo caminho mais fácil: deixar que os filhos os vençam pelo cansaço. E é assim quando os filhos fazem pirraça e chantagem; é assim quando eles insistem em fazer o que querem, e insistem no erro: pais fracos se deixam vencer por essas coisas; e as crianças percebem as fraquezas dos pais e as exploram, como filhos de Adão, caídos em pecado, que elas são.
                Pais sábios, que querem a salvação das almas de seus filhos, não desistem e não se deixam vencer por nenhuma criança de dois ou três anos, porque sabem que se aos 4 ou 5 anos a criança manda, o que será quando tiver 15?
“A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.” (Pv 22.15)
                Peça a graça e a ajuda de Deus. Faça o culto doméstico todos os dias. Leia bons livros para seus filhos, como o Peregrino de John Bunyan ou Um Guia Seguro Para o Céu, de J Alleine. E também conte comigo. Que tal, se você ensinar o Breve Catecismo aos seus filhos aos domingos? A cada semana, vou por um estudo sobre o catecismo no blog para ajuda-lo nessa nobre missão.
                Se você não tem filhos, fica o desafio de estudar o catecismo aos domingos para crescimento pessoal.

Rev. Maurício.

sábado, 26 de novembro de 2016

O Conteúdo do Louvor 2: A Esperança da Volta de Jesus



Para líderes de louvor das igrejas segue a continuação da série sobre o conteúdo do louvor. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O Conteúdo do Louvor: Cristo e Sua Obra Redentora




Para líderes de louvor das igrejas começo a publicar essa série sobre o conteúdo do louvor. Hoje falamos sobre a centralidade da Cruz na adoração.